O que é Telemedicina?

Telemedicina é uma área da telessaúde que oferece suporte diagnóstico de forma remota, permitindo a interpretação de exames e a emissão de laudos médicos a distância.

Para tanto, ela conta com o apoio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

Segundo define o Conselho Federal de Medicina na Resolução CFM nº 1.643/2002, essa especialidade representa o exercício da medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde.

Desde a década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a importância dessa área médica, em especial para casos em que a distância é um fator crítico para a oferta de serviços ligados à saúde.

Cabe dizer ainda que a telemedicina é exercida por profissionais de saúde devidamente capacitados, considerando as áreas avaliadas.

Significa, por exemplo, que o responsável pela interpretação e produção de um laudo de telerradiologia será sempre um médico radiologista.

Seja no Brasil ou no mundo, a telemedicina é uma área que tem rompido barreiras, eliminando distâncias geográficas e conectando especialistas a outros profissionais de saúde, administradores de unidades de saúde e pacientes.

Esse avanço é possível graças à aplicação de tecnologias modernas, como a Internet, sistemas de áudio, imagem e vídeo.

Todo esse aparato contribui para a resolução de demandas comuns na área da saúde, como a carência de especialistas, o esclarecimento de dúvidas e a segunda opinião médica.

Origem da Telemedicina

Embora o conceito de telemedicina envolva o uso de tecnologias e dispositivos modernos, a sua origem é anterior à invenção de muitos dos instrumentos hoje utilizados.

Há estudos que relatam a contribuição da telemedicina na Idade Média, período no qual a Europa enfrentou desafios de saúde gigantes devido à proliferação de pragas.

Mais precisamente, conta a História que um médico se isolou na margem oposta de um rio que banhava seu povoado.

Livre de doenças e com tempo para estudar, ele repassava informações para um agente comunitário que, então, ajudava a população local.

Esse agente descrevia sintomas e outras características de doenças para o médico e recebia recomendações sobre que conduta deveria adotar.

Por outro lado, como não há comprovação sobre o fato, os primeiros registros oficiais da telemedicina remetem ao século XIX, quando a transmissão de informações médicas ganhou um novo aliado: o telégrafo.

Com o aparelho, médicos passaram a compartilhar com colegas em locais distantes laudos de exames de diagnóstico por imagem, a exemplo dos radiográficos.

A invenção do telefone, no final daquele século, também revolucionou a troca de informações com a comunicação por voz.

Tempos depois, as linhas telefônicas começaram a servir como base para redes de transmissão de dados que, combinadas a aparelhos de fax, permitiram o envio de resultados de eletrocardiogramas (ECG).

Outra tecnologia que ampliou o alcance da telemedicina, aind no século XIX, foi o código Morse.

Mais tarde, a partir dos avanços proporcionados pelas ondas do rádio, médicos que atenderam nas frentes de batalha durante a Segunda Guerra Mundial puderam se comunicar com colegas em hospitais de retaguarda ou em navios.

Como funciona a telemedicina?

A telemedicina funciona por meio de uma combinação de equipamentos digitais, softwares, plataforma, Internet e especialistas qualificados.

Inicialmente, um profissional de saúde treinado, como um técnico de enfermagem ou radiologia, realiza um exame de diagnóstico por imagem, como eletrocardiograma ou radiografia.

Para isso, usa um aparelho capaz de gerar imagens digitais em conexão direta ou indireta com o computador, quando um software é usado para a visualização dos resultados.

Também a partir do computador, é possível compartilhar as informações em uma plataforma de telemedicina.

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